A perda auditiva tem sido considerada, por muitos séculos, como uma doença incapacitante, devido o papel da audição na comunicação humana. É um dos problemas crônicos mais freqüentemente encontrado nos idosos e tende a aumentar com a idade, afetando:
35% das pessoas entre 65 a 74 anos,
45% entre 75 a 85 anos e
62% das pessoas acima de 85 anos de idade.
Este tipo de perda auditiva é chamada de presbiacusia e está relacionada ao processo de envelhecimento, ocorrendo a partir dos 60 anos de idade e afetando ambos os sexos.
A perda auditiva não só reflete no ouvir, mas causa um impacto negativo nas relações sociais, trazendo conseqüências na qualidade de vida do idoso.
Por isso, é extremamente importante que a perda auditiva seja detectada o mais precocemente possível.
Considere uma suspeita de perda auditiva, caso identifique-se com mais de três questões abaixo:
-Você pede as pessoas para repetirem o que falam?
-Os familiares e/ou amigos dizem que você não ouve bem?
-O volume da TV ou do rádio é mais alto do que de outras pessoas?
-Apresenta dificuldade em entender conversar com ruído ao fundo?
-Apresenta dificuldade em acompanhar conversas em grupo?
-Apresenta dificuldade em identificar de onde os sons estão vindo?
-Ouve, mas não entende o que falam?
Caso tenha respondido três ou mais questões, procure um profissional de saúde auditiva (otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo), que poderá indicar o melhor tratamento para seu caso.
Fga. Karyn Lia Hamad Anjelo
Especialista em Audiologia Clínica